Quinta-feira Santa: a Ceia do Senhor

Hoje, Quinta-feira Santa, momento que nos traz à memória a humildade de Jesus, a comunhão entre os filhos e filhas de Deus e a instituição da Ceia do Senhor (1Coríntios 11:23-33). 

Tendo anunciado aos seus discípulos que seria traído, mas que era necessário que assim o fosse, Jesus retira sua túnica, deita água em uma bacia, com uma toalha sobre seus ombros, em uma atitude de humildade, ele se curva para lavar os pés dos seus amados. É como se a história da salvação estivesse sendo contada novamente em uma bela e verdadeira encenação de "lava pés" (João 13:1-17)  - o mestre toma a posição de servo, humildemente estendendo aos pecadores a graça divina.  

Sua humildade foi precedida pelo seu amor. Ele estava decidido a amar os seus até às últimas consequências da sua vida e obra: "tendo amado os seus, amou-os até o fim" (João 13:1). 

Era de vital importância que os discípulos entendessem este momento como uma aula prática do que eles deveriam fazer para permanecer em comunhão. Lavar os pés uns dos outros, na verdade tinha a ver com a maneira como eles deveriam proceder no tratamento de uns para com os outros - sempre tendo em honra o seu próximo, estando dispostos a assumir a posição de um humilde servo para fazer com que a graça divina se estenda a todos, independentemente de qualquer coisa.

Aquele momento entraria para a história como a grande lição divina de humildade, comunhão, diversidade, igualdade, inclusão e devoção. Estando à mesa, todos os seus discípulos consigo, Jesus chama para si pessoas imperfeitas - Judas que o trairia, Pedro que o negaria, Tomé que duvidaria da ressurreição e todos que no momento do desespero o abandonariam. Jesus conhecia cada uma daquelas pessoas e sabia de tudo que aconteceria. No entanto, nada e nem ninguém foi capaz de impedir que sua devoção ao plano da salvação fosse cumprido. 

A ceia realizada naquela noite e instituída como memorial da sua entrega e da sua vontade para seus filhos e filhas, ainda hoje é celebrada e devemos trazer sua memória e prática, amando e cuidando uns aos outros, perdoando-nos e humildemente aceitando as diferenças, pois Cristo foi totalmente inclusivo e terminou seu ensino dizendo: "se vocês entendem o que eu fiz, bem-aventurados vocês serão se fizerem o mesmo" (João 13:17).

Texto: Reverendo Marvel Souza (Instagram: @marvelsouzaoficial)

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