Somos Todos Estrangeiros



De acordo com a Bíblia Sagrada a hospitalidade é uma virtude que deve ser cultivada por todos os cristãos. Tanto o judaísmo, quanto o cristianismo ensinam que o reino de Deus é comparado a um grande banquete, para o qual todos os povos são convidados – devemos acolher o estrangeiro, amar o nosso próximo e estar com os mais vulneráveis entre nós. Nas palavras de Jesus: “Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou” – Mateus 10:40
Quando damos boas-vindas a um desconhecido, damos também a Jesus, e quando damos boas-vindas a Jesus, damos também a Deus. Tanto refugiados, quanto imigrantes, desejam ser livres – esses são os que Jesus falou quando disse: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me” – Mateus 25:35.
Não podemos nos esquecer que a falta de hospitalidade e a crueldade com que os moradores de Sodoma e Gomorra tratavam os estrangeiros foi um dos motivos pelos quais eles foram destruídos. Algo que pode ser comprovado em Ezequiel 16:49. Criar Barreiras, Levantar Muros, Impor Restrições fundadas em religião, nacionalidade, sexo, cor e classe social, não reflete em nada o comportamento que a Bíblia nos instrui a ter: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável” – Atos 10:34-35.  
Ademais, todos nós somos estrangeiros, estamos neste mundo por um tempo e logo trilharemos os caminhos da eternidade, seja ela com Deus ou sem Deus. Se aprendermos a conviver em comunhão aqui na terra, estaremos aptos a viver em comunhão no céu. Jesus disse: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” – João 17:14

O indício mais forte de que estamos sendo aperfeiçoados para a vida eterna é a capacidade de sermos um com o nosso próximo, e isso implica na saída de si em função do outro, algo que requer um esforço hercúleo contra os preconceitos e egocentrismos passiveis de agir em nós.     Jesus orou por isso: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós” – João 17:11

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Uma reflexão sobre o Tempo (Esboço de pregação)

ARMAD@S E PERIGOS@S

Esterilidade Espiritual