Todos carecem da graça de Deus





“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus (...)” (Rm 3:23). A situação do homem a partir do ponto de vista dispensacionalista passa por mudanças que afetaram diretamente seu relacionamento com Deus, negativamente. Segundo a idéia que temos sobre o primeiro estado do homem, havia um contato direto entre a criatura e o Criador (Gn 3:8); isso porque esse relacionamento era regido pela inocência – “ausência de malignidade no coração do homem”. A total obediência a Deus impedia o acesso do mal, no entanto, a permissão ocorreria com a inobservância dos preceitos Divinos (Gn 2:16-17), essa traria como consequência a morte. É justamente aqui que passamos a ver com clareza a necessidade da intervenção Divina para que o homem consiga reaver tudo que perdeu.“(...) por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte ...” (Rm 5:12) .A analogia proposta por Paulo entre a pessoa de Jesus e Adão revela a semelhança no fato de suas ações terem afetado muitas pessoas – “a morte passou a todos os homens” (Rm 5:12) , “a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos (Rm 5:15).”
Por Adão a ofensa, um extravio deliberado, a transgressão, a morte se perpetuou porque todos a semelhança dele pecaram – “(...) a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5:12).Por Jesus a graça, justiça em exercício, o poder do seu amor, a força do dom gratuito se manifesta na pessoa do Cristo, a manifestação da verdade e graça (Jo 1:14). A doutrina da salvação anuncia Jesus, o logos de Deus, encarnado para cumprir toda lei e com o poder de sua morte comprar para Deus os que estavam em trevas (Cl 1:13; 1Pe 1:18-19) e com sua ressurreição destiná-los a uma vida de santidade em expectativa de estarem eternamente com Deus (1Pe 1:3-5).

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